Jardim das Águas e das Memórias Assemblage com flores artificiais, objetos urbanos e estatueta de Iemanjá
Jardim das Águas e das Memórias Assemblage com flores artificiais, objetos urbanos e estatueta de Iemanjá A obra apresenta-se como um altar contemporâneo dedicado à fé e à cidade de Santos, onde o sagrado se entrelaça com o cotidiano. A técnica da assemblage — derivada das experimentações de artistas como Joseph Cornell e Robert Rauschenberg — é aqui utilizada como meio de síntese poética: fragmentos e resíduos do mundo material são reunidos e ressignificados. Flores plásticas, tampas de garrafa, rolhas e outros elementos comuns tornam-se parte de uma paisagem devocional que celebra o encontro entre natureza, artifício e espiritualidade. No centro, a estatueta de Iemanjá — orixá das águas e mãe das cabeças — emerge envolta por uma profusão de cores e texturas, símbolo da força feminina e do fluxo vital que conecta o mar à cidade. As flores artificiais, com sua permanência sintética, contrastam com a ideia de efemeridade presente na oferenda tradicional, transformando o ato de dev...