Cadência dos Fragmentos
Meu nome é Olegário, e venho há anos trilhando uma jornada artística e existencial marcada pela observação profunda do efêmero, do ruído e do invisível. Meu trabalho transita entre técnicas como frottage, pintura, assemblagem e instalação, com uma escuta atenta aos ecos do tempo e das ruas. Cada pedaço de cerâmica, cada caco de vidro ou fragmento de construção que recolho se transforma, não apenas em material, mas em memória, discurso e resistência. Criei a exposição Impermanência(s) como resposta poética a um tempo que se desfaz diante dos nossos olhos. Os frottages que a compõem são não apenas registros físicos de superfícies, mas vestígios de um mundo em erosão — espiritual, político e ambiental. A série surgiu entre deslocamentos, silenciosas orações urbanas e caminhadas que se tornaram atos performáticos. A exposição abriu-se com o conceito de “eco”: fragmentos visuais, sonoros e textuais que ressoam em quem passa por eles. Parte dessa proposta envolveu QR codes com trilhas sonora...