A frottage, em suas mãos, torna-se um meio de diálogo entre o tangível e o intangível. Olegário explora superfícies como narrativas ocultas, onde cada textura é uma história, cada marca é um eco do passado. Sua arte é profundamente conectada ao espaço e ao tempo, refletindo uma busca incessante por significado em meio ao caos da existência.
O conceito de *Impermanências*, que permeia sua série de obras, é uma reflexão sobre a fragilidade e a transitoriedade da vida. Olegário utiliza a técnica para capturar rastros que, embora efêmeros, carregam uma força simbólica duradoura. Ele incorpora palavras, fragmentos figurativos e abstrações, criando um equilíbrio entre o concreto e o espiritual, entre o silêncio e o grito.
A escolha da Galeria de Arte da Prodesan como espaço expositivo é emblemática. A arquitetura brutalista do local, com suas formas geométricas e concreto aparente, dialoga diretamente com o conceito de impermanência e resistência presente em sua obra. Olegário não apenas expõe arte; ele cria um ambiente onde o público é convidado a refletir sobre o que permanece e o que se desfaz.
Sua arte é um convite à introspecção, um chamado para observar o mundo com novos olhos e sentir as marcas que ele deixa em nós. Olegário é, sem dúvida, um artista que transforma o ordinário em extraordinário, e sua frottage é uma ponte entre o visível e o invisível, entre o presente e o eterno. Uma obra que merece ser vista, sentida e vivida.
Curador: Alan Lee
Exposição: Impermanências. Em breve.

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