Terras Abstratas - Em breve
Terras Abstratas
Entre o gesto e o silêncio da terra, a obra se forma como quem recolhe o que resta e o que renasce. Olegário Monteiro investiga a natureza em estado de transformação — cor, textura, umidade, sons, odores, decomposição, brotação — e converte esses ritmos em linguagem plástica.
As telas, assemblagens e fragmentos que compõem Terras Abstratas emergem de uma ecologia íntima: o diálogo entre o que se desfaz e o que resiste. Cada superfície é testemunho de um tempo em decomposição, de uma matéria que se reorganiza como organismo autônomo.
Há, no gesto do artista, uma herança da arte moderna — o impulso de abstrair o mundo para reencontrá-lo. Mas, aqui, o automatismo é também vegetal, mineral, atmosférico. As formas não apenas representam a terra: respiram com ela.
Nesse território em suspensão, o olhar se torna tátil. As cores condensam a umidade do ar, os vestígios de folhas, o pólen invisível, o som das águas subterrâneas. Em Terras Abstratas, a pintura deixa de ser janela e se torna solo — um campo vivo de memória, ciclo e reinvenção.

Magnífico!!!!
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